terça-feira, 19 de março de 2013

Dia 7 - La Paz II

Hoje fizemos o passeio da Isla del Sol com uma navegação pelo Titicaca. Para voltar, passamos pelo Peru de onde se via a Cordilheira Imperial de La Paz, alta, no horizonte. Prefirimos dormir em La Paz e amanhã devemos ir para o sítio arqueológico Entramos no Peru sem o seguro. Resultado: parados na polícia na fronteira, sugeriram US$ 200,00 de “carinho” para “deixar passer”, saiu por R$ 60,00. Depois foram mais 60km dentro do país e com sorte não fomos parados em um controle no meio do caminho. Voltamos para a Bolívia por Desaguadero. A volta de Copabacana já representa o início do retorno ao Brasil. Copacabana é o lugar mais longe da viagem que chegaríamos e chegamos. Até agora foram cerca de 3.500km, muita estrada ruim, principalmente no Paraguai e sul da Bolívia. De uma forma geral muita curva na Bolívia, principalmente no sul. Duas vacas, um pneu furado, e nada demais.de Tiwanacu.

Dia 06 - Carretera de la muerte e Titicaca

Demoramos 1:30h para atravessar La Paz. Mais uma vez o GPS se valeu. Na entrada da montanha fomos parados por um posto de controle policial e aí descobrimos que a estrada estava asfaltada, ou pelo menos essa era a informação. Subimos a Cordilheira Imperial que cerca La Laz ao norte, a estrada é belíssima. Na parte mais alta chegamos a 4.700m. No local se agrupam os ciclistas que vão fazer downhill. Vários grupos. De fato a estrada era asfaltada e fomos assim até Coroico, fim da estrada que descia até 1.000 de altitude em 100km de deslocamento. No meio do caminho pegamos muita neblina e chuva. Depois descobrimos que um trecho original, de terra, estava mantido para os turistas (da estrada original, vista lá do cume, dava para ver que estava totalmente deteriorada). É um trecho menor, mas entramos nele. A estrada é bonita, com encostas verticais de centenas de metros, cachoeiras (passavamos de baixo delas com moto e tudo), mas...não é tão da morte assim. Vi estradas mais perigosas no Peru, como a estrada do Pacífico (quando passei era de terra, hoje está asfaltada). Depois de muita chuva nas montanhas, voltamos para a "civilização" onde fazia sol. Rodamos então até Copacabana (120km de La Paz, estrada boa). Atravessamos uma balsa e chegamos à noite. Fechamos um passeio para a Isla del Sol, tomei banho de toalha (só tinha água gelada no hotel - que furada!)

domingo, 17 de março de 2013

Dia 5 - La Paz

Com um dia de atraso chegamos em La Paz, na verdade em El Alto, ao lado da capital. Saímos cedo de Camargo. Uma cidade muito simpática, interiorana, com casas e sobrados de adobe, praças e ruas estreitas, ao pé de um morro. Improvisamos um café da manhã (não tinha na pousada). A estrada seguiu toda asfaltada, a informação que haveria um trecho de terra não se confirmou. Porém, logo após Camargo e antes de Oruro a estrada é só curva. Não dá para desenvolver velocidade. A estrada de Oruro para La Paz está sendo duplicada, com isso pegamos muitos desvios e obras. Outros contratempos: na Bolívia a venda de gasolina para estrangeiros é controlada e sobre taxada (até 100% - no interior escapamos da taxa, pagando R$1,00 por litro, em La Paz conseguimos por R$ 2,00). Além disso, um pouco de chuva saindo de Oruro e uma "multa" por velocidade paga no local - propina. Entre Camargo e Oruro passamos por uma paisagem linda, com a primeira montanha nevada, llamas e muito frio. Chegamos a 4.600m de altitude. Rodamos cerca de 750km, muito comparado com os dias anteriores (ontem fizemos apenas 420km). Como a ideia era dormir em Copacabana, no Titicaca, e não conseguimos, mudamos os planos de novo. Amanhã vamos para a estrada da morte, a 50km de La Paz, no sentido Coroico. Infelizmente, para chegar lá temos que atravessar La Paz: caos no transito (a Bolívia não tem muitas opções de caminhos). Será a realização de  uma aventura a muito tempo listada nas coisas a serem feitas...PS Para quem não sabe, "vaca" é quando a moto pára ou quase (não me conformo de tirar o acento) e simplesmente tomba de lado.

sábado, 16 de março de 2013

Dia 4 - Montanhas

Saímos cedo de Villa Montes. Decidimos, ao invens de seguir para o norte, na direção de Santa Cruz, irmos para Tarija na direção oeste, para as montanhas. Estrada de terra, com muitas curvas, buracos e pedras aflorando. Curvas do tipo da garagem de casa. No meio da estrada ainda surgem, do nada, uns trechos de asfalto. Mesmo assim a estrada é lenta e cansativa. Tirando o trecho inicial, que segue dentro de um vale com um rio, e a parte final, perto de Tarija, não há uma paisagem interessante. Quem procura isso não vale este trecho de estrada. Depois de Tarija a estrada é asfaltada ou quase toda. E mesmo assim assim é lenta, com muitas curvas. Fomos até 3.600m de altitude. O frio começou (ótimo) e o ar rarefeito já deu as caras. No entanto, rodamos apenas 420km em 12 horas de viagem. Pedreira, pedreira. Entramos pela porta dos fundos da Bolívia. Está 1x1: Guillermito tomou a vaca dele. Dormimos no meio do caminho, em Camargo, enquanto tinhamos planejado ficar em Potosi. Agora faltam 720 para La Paz que deveríamos ter alcançado hoje.

Dia 3 - Bolívia

Saímos mais cedo de Cruze de los Patriotas. A estrada que era ruim, piorou. Muito! Quando mais para oeste, pior. Simplesmente, os trechos de alfalto com buracos, foram dando espaço para a areia. A velocidade caiu drasticamente. Tomei uma vaca no areial, sem danos. A estrada sumiu! Em La Patria uma nova configuração da viagem: ao invens de seguir até Garay, viramos à esquerda para infante Rivarola. A estrada até Garay era impossível. Detalhe: até a fronteira eram 240km e apenas lá, em La Patria, ficamos sabendo "por acaso" que a migração tinha que ser feita aí e não na fronteira. Todos falaram com a estrada para infante era boa. Realmente, comparada com a que vínhamos era, mas ainda tinha buracos que reduziam a velocidade. Não vimos um simples carro durante todo o trajeto. Entramos na Bolívia, estrada nova, mais ou menos...Depois de alguns quilômetros a estrada acabava. Seguia uma estrada inacabada com várias barreiras no percurso. Estas contornadas por desvios improvisados. Serguimos por ela, mais uma vez com velocidade reduzida devido à obras e desvios. Chegando em Villa Montes começou uma garoa. Dormimos na cidade, chegando umas oito horas da noite. Foi a primeira janta de verdade da viagem.

dia 2 - Paraguai

Saímos do hotel em Posadas por volta das 8 da manhã. Aproveirtando os preços do Paraguai e com a indicação de outros motoqueiros que conhecemos na noite anterior, fomos ao comércio em Encarnación. Atravessamos a ponte e encontramos a loja indicada. No entanto, ficamos duas horas e só conseguimos trocar os pneus dianteiros, não conseguimos os traseiros e a troca do óleo das bengalas da moto do Guillermito. Resultado, fomos pegar estrada tarde. Até Assunção a estrada é boa, mas com muito movimento de caminhões. Na capital paraguaia o GPS salvou. Ele arrumou um caminho evitando o centro da cidade que passava apenas pela periferia. Mesmo assim ficamos quase duas horas para atravessar a cidade. De Assunção para o norte o pais "acaba". Estradas retas e planas e nenhuma cidade. A idéia era dormir em Mariscal, mas era impossível pelo tempo e quilometragem. A opção ficou sendo Pozo Colorado, mas também chegamos lá cedo, por volta das seis da tarde. Decidimos ir até Cruze de los Patriotas, mais uns 80 km. A estrada, que até então era boa, acabou. Alternando o pavimento retirado e buracos, além do movimento de caminhões. A quilometragem também nos foi passada errada e os 80 viraram quase 140. Chegamos à noite, umas nove horas, depois de pagar alguma propina para uns guardas em uma blitz. O Cruze é bem precário. O hotel faltava água, etc, etc.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Viagem NHD 2013 - Bolívia

Preparativos e Primeiro dia de viagem.
Como sempre um monte de detalhes da viagem ficaram para a última hora. Não dá tempo de preparar tudo com antecedencia. Na terça fui para Porto Alegre e ainda encaixei uma reunião de trabalho na hora do almoço. Passei o resto do dia tentando conseguir mapas para o GPS (estréia). Consegui alguns do Brasil e Argentina, mas nada do Paraguai ou Bolívia.
O Guilhermito (estamos viajando de novo) teve problemas com o documento da moto e não podumos sair na quarta de manhã cedo, como queríamos. Na quarta fomos atrás do documento e algumas coisas a mais.
Saímos de Caxias por volta das 11 da manhã. Mais uma vez, pelo terceiro ano consecutivo, com chuva. Viajamos pela serra, com muito trânsito, sempre debaixo de água, por uns 400km. Por fim, tínhamos que pegar uma balsa para a Argentina cuja última viagem era às 5:30 da tarde. A velocidade subiu para 150km/h e chegamos faltando 10 minutos para a saída da balsa. Enfim, um dia tranquilo, com tudo certo, sem problemas nos 700km que rodamos. Vamos dormir em Posadas/AR, primeira parada de três até chegarmos nas montanhas do altiplano. Gostei do GPS.