Dia 2 - Posadas/Santiago del Estero/Termas Rio Hondo
Hoje fizemos o trecho mais longo e tedioso da viagem, porque já passamos por boa parte dele em outras viagens e porque é constituido de longas retas, muito calor e nenhum atrativo. Saímos de Posadas as 9:00h rumo à Corrientes e Resistencia. Tudo como o previsto. Mais à frente, viramos à esquerda em Avia Terrai rumo Santiago del Estero. Embora este trecho seja inédito, a característica é a mesma da estrada conhecida. Em Santiago, decidimos seguir mais um pouco até Termas do Rio Hondo (66 km mais). No final, somamos cerca de 1000km no dia, estradas boas. Excepcionalmente, apareciam buracos ou desplacamentos no asfalto. Bem sinilizada também. Chamou a atenção o fato da polícia não ter nos parado nos vários ponto de controle (tradicionalmente, onde se pagava um monte de propina).
segunda-feira, 8 de janeiro de 2018
quarta-feira, 3 de janeiro de 2018
pasos 2018
Dia 1 - Caxias do Sul - Posadas
Depois de alguns anos sem viajar, retomamos as viagens com a ideia de uma ida rapida a cordilheira. Ficou decidido irmos na parte mais proxima do Brasil, correspondente ao trecho logo ao sul do que fizemos uns anos antes, entre Salta e Jujuy (fizemos os pasos Sico e Jama). Desta vez queremos fazer os pasos San Francisco e Pircas Negras. No primeiro dia de viagem cumprimos o tradicional trajeto de 700 quilometros entre Caxias do Sul e Posadas, passando a fronteira por Porto Chavier (balsa). Saimos atrasados (para variar), por volta de 8:00h, depois de irmos dormir as tres da madrugada arrumando as motos. Chegamos por volta de 18:00h (lembrando que aqui nao tem horario de verao - tem uma hora a menos). Para fechar o dia, os amigos de Posadas ofereceram uma parilhada (fomos dormir de madrugada de novo). Foi bom relembrar o frio no estomago do comeco de uma viagem e as rotinas da estrada (incluindo os procedimentos de fronteira, com papelada e hor'ario de balsa). Encontramos varios motoqueiros em viagem na estrada.
Depois de alguns anos sem viajar, retomamos as viagens com a ideia de uma ida rapida a cordilheira. Ficou decidido irmos na parte mais proxima do Brasil, correspondente ao trecho logo ao sul do que fizemos uns anos antes, entre Salta e Jujuy (fizemos os pasos Sico e Jama). Desta vez queremos fazer os pasos San Francisco e Pircas Negras. No primeiro dia de viagem cumprimos o tradicional trajeto de 700 quilometros entre Caxias do Sul e Posadas, passando a fronteira por Porto Chavier (balsa). Saimos atrasados (para variar), por volta de 8:00h, depois de irmos dormir as tres da madrugada arrumando as motos. Chegamos por volta de 18:00h (lembrando que aqui nao tem horario de verao - tem uma hora a menos). Para fechar o dia, os amigos de Posadas ofereceram uma parilhada (fomos dormir de madrugada de novo). Foi bom relembrar o frio no estomago do comeco de uma viagem e as rotinas da estrada (incluindo os procedimentos de fronteira, com papelada e hor'ario de balsa). Encontramos varios motoqueiros em viagem na estrada.
quarta-feira, 27 de março de 2013
Dia 15 - bônus
O plano era sair de Posadas e dormir em Caxias. Não deu certo (mais ou menos). Primeiro atrasamos para sair, trocando o pneu da moto do Guillermito. O pneu off-road estava se despedaçando pela pista. Chegamos na estrada às 10:30. Depois perdemos a balsa de volta ao Brasil. A ultima sai às 11:30. Tivemos que esperar a próxima, às 14:00, em San Xavier (120km de Posadas). Almoçamos e decidi conhecer a Missão de São Gabriel. Estamos na região das missões jesuíticas. Nos separamos, Guillermito foi direto para Caxias. Eu calculei uma chegada por volta de 21:00 (cerca de 550km). À tarde fui às ruínas e lavei a moto. Daqui a pouco vou ver o show luzes e sons que acontece nas ruínas. A cidade é bem estruturada. Assim vou ficar mais um dia na estrada, amanhã almoço em Caxias e à tarde chego em Canoas, a base final.
terça-feira, 26 de março de 2013
Dia 14 - Posadas
O circulo se fechou. Voltamos para Posadas com quase 7.000 km percorridos. Estradas boas, calor e sem chuva. Aliás, depois de Tarija, ou melhor, de La Paz (carretera da muerte), não pegamos mais chuva. Essa era uma preocupação, principalmente nas estradas de terra e, mais ainda, nos salares. Deu para ver das marcas nos atoleiros que com chuva, deve ser muito mais difícil de passar. Só fui ver uma nuvem no céu de novo na saída do Deserto de Dalí. Demos sorte, afinal, enquanto acompanhava o tempo na Bolívia antes da viagem começar, estava chuvendo quase todo dia, com previsão de 40% de chuva para os dias de viagem. Agora vamos sair para comer uma parrilla com uns colegas que conhecemos na ida da viagem.
Dia 13 - Chaco argentino
Saímos tarde do Passo Jama, 9:00hs. Depois de 200km ainda na paisagem de montanha, frio e ar rarefeito, fiz pela terceira vez a quebrada das montanhas arco-iris e, em menos de 100Km até Jujuy, descemos de 4.200 m.a.n.m para 700m. Em um total de 570km, dormimos em Monte Quemado, já no chaco argentino com 300 m.a.n.m. As roupas de frio voltaram para as bolsas. As estradas estão sendo recuperadas, mas ainda tem uns 50km antes de Monte Quemado com buracos e deformações no asfalto.
Dia 12 - Deserto de Dali e Passo Jama
Hoje fez abaixo de zero à noite (em Tambo Quemado também). Saímos tarde, 9:00hs, depois de revisar as motos (a minha tinha perdido o clip da emenda da corrente, por sorte a corrente não desmontou). Passando a Villa, viramos à direita, a única indicação que deveríamos virar era uma placa de propaganda do governo Evo. Subimos e descemos cerros com córregos congelados e pastos verdes com llamas. Não existem mais plueblos até o fim da Bolívia. Logo chegamos ao Deserto de Dalí com montanhas coloridas. Passamos por pequenos salares até a Laguna Colorada (80km). Da lá passamos geisers e termas até a Laguna Verde (100km) e mais 5km até a migración boliviana. Detalhe: a aduana está entre as Lagunas Colorada e Verde, saindo da estrada principal por 5km. A estrada é nítida, não há duvida no trajeto, mas é pedreira, muita pedra solta, areia e facões. A paisagem é fantástica, outro planeta. Em um momento qualquer, [paramos um carro para tirar dúvidas da estrada. Vi um monte de gente lá dentro, turistas, sentadas coladas umas nas outras e lembre quando visitei a região em um excursão na minha primeira viagem à Bolívia nestas condições. Realmente, precisava fazer o passeio de novo de moto. E desta vez o percurso ainda foi diferente, então conheci os dois lados do deserto. Chegamos ao Chile (depois de tanto encostar nele durante a viagem, entramos finalmente). Pegamos a estrada do Passo Jama, para mim, pela terceira vez. Uma continuação do Deserto de Dali no Chile, só que no asfalto. Pegamos muito frio e vento (80km/h), fizemos os procedimentos de fronteira e entramos na Argentina. Vamos dormir na fronteira.
Dia 11 - No meio do deserto
Ontem
chegamos com as motos recobertas de sal. O Guillermito lavou logo a moto, que
estava dando uma pane elétrica. A minha joguei uma água e mais um pouco hoje de
manhã. Na última hora veio a dúvida se na fronteira teria a casadinha
migración-aduana para sairmos da Bolívia. Fomos conferir e, parece, que a aduna
é feita perto da Laguna Colorada, enquanto a migración fica na fronteira mesmo.
Entre uma coisa e outra (ainda fomos comprar mais gasolina para colocar em
garrafas pet), pegamos a estrada às 9:00h. Estrada de terra larga e boa até. A
idéia era dormir em Villa Alota (150km), mas chegamos lá ao meio dia. Seguindo
os mapas e o GPS continuamos na mesma estrada (mais 50km). Paramos no Chile! Em
um posto aduaneiro no fim do mundo, no meio de vulcões nevados, salares e muito
vento. Isso porque não conseguimos encontrar a estrada que, seguindo a
cordilheira, nos levaria a Laguna Colorada. Compramos um pouco de gasolina com
alguém que tinha em casa. Voltando, procurando a estrada à Laguna, encontramos
um guia boliviano que não só indicou a estrada (180km), como avisou que ela
estava em péssimo estado. Não conseguiríamos então chegar à Laguna. Voltamos à
Alota! Daí conseguimos mais gasolina (muita sorte), enchemos o tanque e várias
garrafas. Partimos então para outro caminho, seguindo a dica do guia, e fomos
parar em Malku Villa Mar à 50Km. A estrada pior, mais estreita, com costelas e
bolsões de areia. Ficamos em uma pousada “cinco estrelas”, a melhor até agora e
mais cara. Na Bolívia o caro é relativo. A gasolina de 5 a 10 bolivianos o
litro (menos de um Real a pouco mais de dois – depende se conseguimos com preço
nacional ou para estrangeiro - sobretaxa). As pousadas variando desde 60, 340
até 530 Bolivianos (10, 50 e menos de 100 Reais para os dois). As refeições de
10, 45 a 90 bolivianos (individual).
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