Em chacabuco fiquei em um apartamento completinho. Tenho ficado em lugares com preço entre 40 e 80 reais (10 a 20 mil pesos). Na maioria a agua quente nao é tao quente. Entao como tinha fogao, esquentei agua para o banho e aproveitei para secar as roupas que tinham passado o dia anterior todo na chuva. Sai as dez da manha (aproveitei que parte da estrada seria pavimentada para relaxar). A estrada pavimentada é um conforto e adianta a viagem, mas quebra todo o espírito da viagem...Passei por Cohiaiaque (Cohiaiaiaiaiaiaiaiaque) em uma paisagem diferente do dia anterior, sem os vales profundos de altas montanhas lado e lado, mas em um vale amplo, com montanhas distantes. Cheguei no Cerro Castillo por volta de meio dia, deu manos cinco de temperatura de novo, o asfalto estava tranquilo até em uma curva pegar um veio de água de delego que havia congelado na pista. As duas rodas sairam de lado e fui conseguir parar no acostamento. Tenho andado devagar. Em nenhum momento da viagem dei o máximo. Primeiro para curtir o visual, depois porque nas curvas estao os buracos (eles combinam) e os carros na contra mao (dei de cara com uma dúzia, pelo menos). Depois de acordar, o cerro e a estrada a seguir era...sei lá, sem adjetivos. Viajei o dia todo com sol até chegar em Puerto Tranquilo por volta das tres e meia da tarde. Comi, arrumei um hotel e fiz o passeio de barco a Catedral de Marmore (capilla de marmol). Bem bonito, mas nao barrou o glaciar do da anterior. Agora é ir testar o chuveiro do hotel. O computador nao deixou eu colocar as fotos...
sábado, 17 de setembro de 2011
DIA 12 - Mais carretera austral (Puerto Chacabuco)
Hoje foram 12 horas na estrada, 450 km rodados (100 de alfasto) e de tudo um pouco em três etapas. Na primeira sai de Chaiten as 8:30 da manha. Nao teve jeito, estava chovendo e frio, mas valeu a pena esperar um dia na cidade porque nao era mais chuva forte com muito vento e sim a chuva de molhar bobo com pouco ou nenhum vento. O ruim é que as nuvens baixas e pesadas nao deixavam eu ver quase nada da paisagem. Meio frustrante. Depois de 30 km iniciais em estrada pavimentada começou o ripio (terra). Ate aí tudo bem se nao fossem as obras na ruta, 40km de obras com paradas e ripio solto. Por tudo isso acabei nao abusando e decidi nao visitar o glaciar (ventisqueiro) Yelche (eram duas horas de caminhada). Mais frustrante. No final da primeira parte subi uma parte de montanha (a maior parte da estrada seguia um fundo de vale, enrte montanhas altas e nevadas). No alto da montanha: neve (tres graus negativos). A estrada coberta de neve. Bonito, mas deu trabalho levar a moto encima da neve que vira gelo com o peso da moto. Ela literalmente andava de lado e eu com os pés baixos para ajudar no equilíbrio. As vezes a moto empacava e ficava patinando no gelo, mas passou e ai veio a segunda parte.
Depois do apuro na neve veio o vale com sol (Lá pelo meio dia)! Bom, pelo menos um trecho. Nesta segunda parte ficou alternando chuva e sol, mais chuva, na verdade. Pelo menos via as montanhas. Almocei em La Junta. Passei em Pehueyeyeyeyeyey (sei lá como escreve): um cidade que recomendo para todos, colonia historica alema na beira de um lago lindo no parque Queular. Dei sorte a pouco tempo a estrada foi liberada, antes só de barco. Mais à frente veio um dos pontos altos da estrada: o Glaciar Colgante em cima da montanha virando uma cachoeira. Foi show. Primeiro porque nao tinha ninguem nem para cobrar a entrada. Segundo porque o glaciar saiu de trás das nuvens e teve ate desmoronamento de gelo. Seguindo a estrada subi outra montanha, mais neve, mas desta vez sem gelo na pista (muito). Desci e comecou a terceira parte.
A terceira parte foi light. Recomecou o asfalto e o tempo limpou, as seis da tarde vi pela primeira vez em dois dias o sol. Como era asfalto decidi nao dormir em Amanguai, como havia planejado, embora o lugar pedisse para ficar: muito acolhedor entre montanhas. Dormi em Puerto Chacabuco, chegando as oito da noite.
Depois do apuro na neve veio o vale com sol (Lá pelo meio dia)! Bom, pelo menos um trecho. Nesta segunda parte ficou alternando chuva e sol, mais chuva, na verdade. Pelo menos via as montanhas. Almocei em La Junta. Passei em Pehueyeyeyeyeyey (sei lá como escreve): um cidade que recomendo para todos, colonia historica alema na beira de um lago lindo no parque Queular. Dei sorte a pouco tempo a estrada foi liberada, antes só de barco. Mais à frente veio um dos pontos altos da estrada: o Glaciar Colgante em cima da montanha virando uma cachoeira. Foi show. Primeiro porque nao tinha ninguem nem para cobrar a entrada. Segundo porque o glaciar saiu de trás das nuvens e teve ate desmoronamento de gelo. Seguindo a estrada subi outra montanha, mais neve, mas desta vez sem gelo na pista (muito). Desci e comecou a terceira parte.
A terceira parte foi light. Recomecou o asfalto e o tempo limpou, as seis da tarde vi pela primeira vez em dois dias o sol. Como era asfalto decidi nao dormir em Amanguai, como havia planejado, embora o lugar pedisse para ficar: muito acolhedor entre montanhas. Dormi em Puerto Chacabuco, chegando as oito da noite.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
DIA 11 - Chaiten

Depois de vários dias de tempo bom, sem chuva, ontem fui dormir com a noite nublada e de madrugada já começou a chuva que deve continuar durante todo o dia. Nao pela chuva, mas pelo fato dela nao deixar ver nada da paisagem, optei por ficar o dia em Chaiten, adiando um pouco o inicio da viagem neste trecho da carretera. Quem sabe amanha nao esta melhor para viajar...
O hotel que fiquei tem computador disponivel (de graça), entao vou aproveitar para fazer uma revisao do blog e colocar fotos. Na cidade nao tem nada para fazer e ainda esta ventando muito. O hotel é simples e barato, mas confortável, dá para ficar de bobeira.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
DIA 10 -Carretera Austral




A ideia era sair de Puerto Montt de barco ate Chaiten, 12 horas de viagem a noite, dormindo em uma cabine e a moto na carga. Isto porque a estrada e interrompida. Chegando em Puerto Montt fui a Plaza de Armas e invariavelmente a informacao turistica estava la para me orientar onde comprar a passagem. So que disseram que havia um roteiro que alternava barcos com menos tempo ed viagem e estrada - tudo cronometrado. Honrando o lema: "so e bom porque e ruim, melhor seria se pior fosse", encarei. Acordei as 5 da manha e antes das seis estava na estrada. 60 km ate uma rampa para balsa (uma parte de ripio - terra). Peguei a primeira balsa que saiu as 7:30 (meia hora de atraso). As oito e pouco estava na segunda estrada, cerca de 60km de ripio (os primeiros km da lendaria carretera austral). Fiz em uma hora, chegando as 9 e pouco em um porto localizado ja no meio das montanhas de picos nevados dos andes. O barco sairia as 10:30, mas um carro caiu da rampa de acesso e teve que ser puxado com um caminhao com guindaste, resultado: atraso. Depois de quatro horas de navegacao no meio de um fiorde com montanhas que por si so ja valeu o "passeio" chegamos a outra parte de estrada de 15km. Depois um ultimo barco e meia hora de viagem e, por fim, uma estrada de 60km, cujos 30 primeiros valeram o dia. No final cheguei a Chaiten, 170 km rodados e uma paisagem fantastica (para variar). Ja a cidade de Chaiten e aquela que foi atingida pelo vulcao de mesmo nome (visinho a cidade) a tres anos e ainda esta destruida em boa parte. Estou no unico computador com internet da cidade...e a fila empurrando. Como nao consigo um computador descente, nada de fotos...vamos ver o proximo.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
DIA 09 - Chile!


Iniciei a viagem com uma surpresa para Puerto Montt. O pó que apareceu no caminho entre Neuquem e Bariloche era cinza vulcanica. Um vulcao na cordilheira, do lado chileno, estava soltando nuvens de cinza e a estrada ficou fachada no dia em que estava em Bariloche (ontem). Entao viajei dentro de nuvem de cinzas que agora cobriam a estrada até a fronteira. A Vile de Angostura estava debaixo das cinzas com caminhoes e tratores limpando a cinza que cobria tudo. Alguns lagos que normalmente ter a cor verde transparente estavam com uma pelicula de pó flutando, dando uma cor cinza. As arvores cobertas de cinza tambem. Subi a cordilheira em direcao ao chile, a estrada com bastante cinza e cercada pela neve. Passei do lado do vulcao, envolto por uma nuvem de chuva e bombando a cinza para cima, mas aparentemente com menos efeito. O visual foi incrivel. Logo avistei as montanhas pontiagudo e osorno que ficaram no visual ate Puerto Montt. Em alguns momentos, depois de cem quilometros ou mais ainda era possivel ver o vulcao e suas cinzas, o pontiagudo e o osorno, mas as cinzas nao passavam muito para o chile, pois o vento as levava para a argentina. Vou dormir em Puerto Montt. Amanha devo chegar a Carreta Austral!
DIA 08 - Bariloche
Fiquei em Bariloche. Troquei o pneu e tirei o pó que depois descubriria o que realmente era...
DIA 07 - Bariloche com tudo um pouco




Comecei o dia pensando em trocar o pneu em Neuquem. Aí caiu a ficha: era domingo. Todo comercio fechado e ainda tinha setecentos quilometros para rodar ate Batiloche. Baixei a pressao do pneu para aumentar a superficie de contato e distriuir o desgaste. Ate Neuquem (240Km) nao teve mais vento, embora 100km antes de Neuquem as plantacoes cercadas por altos pinheiros plantados bem juntos denunciasse o vento que constuma fazer por ali. Alias, ontem e hoje, apesar do vento na saida de Buenos que me acompanhou por uns 300km, o dia foi de sol e frio. Ideal para viajar. Passei Neuquem sem encontrar uma amiga que mora lá e tinha pensado em fazer uma visita. Virei para Bariloche na ruta 237 e ai tudo mudou...Veio o vento, muito forte, sempre de frente. Colei atras de onibus interestaduais que faziam uma mèdia de 100km/h para me proteger mais do vento e gastar menos pneu. A média de velocidade caiu muito. Atravessei uns quilometros dentro de uma tempestade de areia. Quando passei a cidade de Pedra Aguila, "a cidade dos ventos", no meio da ruta, o vento logo passou e entao veio uma "neblina". Se via de longe sua altura, tapando o sol e diminuindo a visao. A neblina no entanto era um pó muito fino. Os morros altos estavam todos brancos cobertos pelo pó. A moto e eu tambem. A viagem continuou lenta com vento e pó. Faltando cem quilometros para Bariloche veio entao, para fechar com chave de ouro, a chuva e o frio da montanha. Diminui mais ainda a velocidade preocupado com gelo na pista (este é tombo certo). Parei, coloquei a roupa de chuva e fui embora. A viagem que previa chegar as duas ou tres da tarde se prolongou ate seis da tarde. A pedreira so foi quebrada pelo visual incrivel do vale que se inicia desde cem quilometros antes de Bariloche. Aqui esta anoitecendo por volta de oito (em buenos era sete). Por fim tudo certo. O pneu aguentou.
Assinar:
Postagens (Atom)